Combate ao racismo e promoção da igualdade racial nas plataformas digitais

O Instituto Sumaúma esteve presente no Fórum da Internet no Brasil (FIB15), em Salvador (BA). O evento, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), reúne anualmente representantes e especialistas dos setores público, privado, academia e sociedade civil para debater possíveis caminhos para a construção de uma Internet mais livre, diversa e comprometida com os direitos humanos.

No dia 29 de maio, nossa fundadora e diretora executiva, Taís Oliveira, compôs a mesa “Combate ao racismo e promoção da igualdade racial nas plataformas digitais”, ao lado de Ellen Guerra (ALÁFIA LAB), Nina Santos (SECOM/Presidência), moderação de Thaíse Torres (Ministério da Igualdade Racial) e relatoria de David Almansa (SECOM/Presidência).

Na mesa destacamos especificamente a questão “Quais medidas podem ser tomadas para a promoção de direitos e combate ao racismo nos serviços digitais de comunicação?” do documento Subsídios para Elaboração do Plano Nacional de Comunicação Antirracista.

O documento apresenta rotas para a construção de políticas públicas estruturantes que enfrentem o racismo no campo da comunicação governamental. Além das respostas à consulta pública, organizamos também uma curadoria de bibliografias fundamentais para o tema. A iniciativa surge como resposta ao chamamento público realizado pelo Governo Federal — por meio da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e do Ministério da Igualdade Racial — para participação social na elaboração do plano.

Acesse aqui O Plano de Comunicação pela Igualdade Racial na Administração Pública resultado deste chamamento público e do trabalho do GT Interministerial.

Assista abaixo a íntegra da mesa:

Curadoria de outros diálogos no #FIB15

Tecnoancestralidade e Conexões Amazônicas – Coalizão Tecnopolíticas Pan-Amazônicas

Lançamento da Coalizão Tecnopolíticas Pan-Amazônicas com Centro Popular de Comunicação e Audiovisual (CP-A), Coletivo de Pesquisa e Ativismo de Rondônia sobre Tecnologia, Estado e Sociedade (C-Partes) e Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa).


Desinformação e Racismo digital: desafios e caminhos para equidade racial

Lançamento do documento Racismo pra quê: as estratégias dos discursos racistas nas redes” desenvolvido pelo Observatório de Racismo nas Redes do Aláfia Lab. O documento tenta entender as estratégias por trás dos discursos racistas nas redes a partir da análise de quatro categorias: desumanizar, desqualificar, invisibilizar e desinformar.


Tecendo redes: conectividade significativa e tecnologias comunitárias

Participantes: Carol Puyanawa / IFAC, Ludymilla Chagas / Ministério das Comunicações, Pedro Eduardo Camera / Coprel Telecom, Tâmara Caroline Almeida Terso / INTERVOZES.

O painel abordou como comunidades locais podem desenvolver tecnologias próprias para promover conectividade significativa, autonomia digital e preservação cultural. Foca em iniciativas que articulam saberes locais, direitos digitais e inclusão tecnológica; ampliando o acesso à internet e outras tecnologias de forma colaborativa e sustentável. A proposta é fortalecer a soberania digital e autonomia das comunidades, evitando uma inclusão digital verticalizada.


Inclusão digital como caminho para a emancipação das juventudes em situação de vulnerabilidade

Participantes: Andreza Alves Rocha / AfrOya Tech Hub, Edwin Andrey Araújo da Silva / Ministério dos Povos Indígenas, Lucas Samuel da Silva / INERUC, Wilson Guilherme Dias Pereira / C-PARTES.

O workshop, discutiu caminhos para construir uma conectividade significativa, considerando juventudes negras, LGBTQIA+, rurais, em privação de liberdade e indígenas. É preciso refletir que internet queremos com as juventudes.


Enfrentando deepfakes: como promover a integridade da informação diante da desordem informacional?

Participantes: Gabriela de Almeida / Desvelar, Gustavo Souza / PNUD, Lauro Accioly, Natália Levien Leal / LUPA

O painel discutiu os desafios do combate à desinformação no contexto das deepfakes, uma tecnologia que gera conteúdos falsos que dificultam a detecção de informações fraudulentas. Iniciativas como o fact-checking vêm ganhando força, mas a evolução rápida das técnicas de deepfakes cria obstáculos adicionais.


TICs voltadas para o ensino de línguas indígenas

Participantes: Suellen Tobler / Fundo Brasilwara / Nheengatu app, George Borari / CITA, Eldo Purumã Shanenawa / LabTICs, Juão Nyn / Potyguaryas, Kali Santos / Fundo Brasilwara, Edilene Machado / Sitoakore.

Apesar das Leis nacionais e resoluções internacionais de proteção às línguas indígenas, os povos, seus territórios, culturas e línguas seguem em constante ameaça e desmantelo desde o início do período colonial. Em 2021 foi lançado o primeiro aplicativo voltado para o ensino de línguas indígenas de povos no Brasil. Ao experimentar a aplicação, outras comunidades se inspiraram em desenvolver suas próprias TICs. A proposta é expor a experiência e debater opiniões das pessoas envolvidas com o tema.


Da Starlink ao Google Earth: o papel dos satélites na Amazônia

Participantes: Cláudio Aparecido de Almeida / Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, Glenda Dantas / Aláfia Lab, Marilia Mazzola / Mazzola Consultoria, Samily Soares /Quilombo Oxalá de Jacunday, Thiane Neves Barros / CEDENPA.

Prêmio destaque CGI – Larissa Santiago

Larissa Santiago, cofundadora e Conselheira do Blogueiras Negras foi premiada no Prêmio Destaque CGI. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda, consolidou a área de Articulação da organização e ajudou a aprimorar a incidência em projetos de participação social como #MeRepresenta, #EnegrecerAPolítica. Em parceria com outras organizações feministas e do movimento de mulheres negras, contribuiu para ações e debates sobre tecnologia da informação e comunicação e cuidados digitais. Hoje está Secretária Executiva no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial no Ministério da Igualdade Racial.

Posted in Divulgação Científica, Incidência Política.

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